
CRISÁLIDA
Quando Vanessa,
antes feinha e rastejante,
deixou a crisálida,
tão mudada
- agora esplêndida, cintilante -
como nunca a tinha visto
alojei-me em suas asas.
Perdi o chão, embevecido,
e fui vencido,
embebido pela beleza do seu voar.
O meu nome cruzou com o seu,
o meu ser com o seu ser alado.
Vanessa - borboletinha -
quero-a ao meu lado.
GEO, sou terra,
e VANECER, sumir,
Ser você, voar, sermos o céu.
Nós nos amamos.
Geovaneçamos.