22 setembro 2007

O amor entrelaça desejos, estreita caminhos, constrói mistérios. Só que, às vezes, retrai, omite, definha a gente que ama. O amor que é ar, também sufoca, dispersa a vida, confunde a cabeça. Ele, que é nosso parceiro, torna-se nosso inimigo, o assassino que nos esgana com as mãos pesadas da solidão. Os caminhos desse sentimento são duas estradas que se cruzam: uma leva à vida, outra, à morte.

16 de setembro de 2007.

2 comentários:

Torraca disse...

Oi BeLo!!

Teus poemas são perfeitos!!

Sem comentários.

Até logo.

Meg disse...

muito bom

Quem sou eu

Sou o que ninguém sabe e o que todo mundo conhece ou cobiça saber. Não me compreendem porque não me entendem. Não me entendem porque não me compreendem. É fácil. Se há certeza, é a duvida de tudo. Se há dúvida, é a certeza apavorante de não saber nada disso, nem daquilo, nem de coisa alguma. Não sou paradoxo, nada de versos sobre minha exatidão, sou imprecisão exata, abstração concreta, sou eu, só eu tão mim-mesmo. Se me queriam outro, por que procuram-me? Procurem outro, ou escavem esse outro em mim, tenho milhares de mins num eu. Ora, sou matéria palpável e dita de um absurdo impalpável e indizível. Só me entende quem não me quer entender. Não sou resposta, já disse, nem tenho respostas, sou a pergunta aberta e fria que nunca cansa de ser dúvida, que não cessa da convicção de não saber quem sou.
"A vida inteira estive em tudo como um deus, eu era todas as coisas de uma só vez, era a prece e a sentença, a entrega e a perdição, as juras e todo o pecado. A vida inteira cabia em mim porque eu era a vida inteira dentro de mim, até perceber que eu faltava a mim... perdi tudo sem nunca ter tido coisa nenhuma".